sexta-feira, 16 de setembro de 2011

João Pessoa sediará IV Simpósio Internacional de Climatologia

João Pessoa na Paraíba sediará o IV Simpósio Internacional de Climatologia (SIC) que acontece entre os dias 16 e 19 de outubro, no Hotel Tropical Tambaú. O evento realizado pela SBMET (Sociedade Brasileira de Meteorologia) tem como tema central as Mudanças Climáticas e seus impactos em áreas Urbanas.
Cidade de clima agradável, considerada a "segunda cidade mais verde do mundo", João Pessoa possui uma das orlas urbanas mais bem preservadas, ruas e bairros arborizados e duas reservas de Mata Atlântica que enriquece seu ar e mantém sua temperatura em níveis agradáveis. Além disso, mesmo com mais de 700 mil habitantes consegue conter seus índices de poluição.
E assim, sabendo-se que a crescente urbanização e maior demanda por recursos naturais para geração de energia, contribuem para as mudanças climáticas globais e estas, por sua vez, tendem a alterar as condições ambientais dos centros urbanos, é nesse clima de notável beleza que o IV SIC discutirá como as mudanças climáticas globais podem afetar os centros urbanos brasileiros, suas vulnerabilidades e possíveis soluções para mitigação e adaptação a esses efeitos, uma vez que os eventos climáticos extremos atraem hoje a atenção de toda a sociedade por atingirem maior número de pessoas.

Formato do Evento
No IV SIC os temas serão abordados por meio de mesas redondas formadas por especialistas de diversas instituições nacionais e internacionais e palestrantes de reconhecido prestígio internacional. A comunidade cientifica participará por meio de apresentação de painéis, como também por meio de plenárias após a apresentação dos membros das mesas redondas. Os pôsteres estarão afixados durante todo o evento, com três sessões de apresentação. Este evento também é voltado para o público não acadêmico, uma vez que trata de questões ambientais de interesse de toda a sociedade. A participação do público pode se dar por meio de assistência às plenárias e da visitação à área dos pôsteres e aos estandes.

Mais informações sobre o evento e inscrições clique AQUI

Escola deve ensinar alunos a enfrentar riscos, diz pesquisador

“Educar para quê?” A pergunta – apesar de básica, muitas vezes esquecida – deveria ser feita para nortear as decisões sobre o que deve ser ensinado em sala de aula. Essa é a opinião de Fernando Reimers, diretor do Programa de Política Educacional Internacional da Universidade de Harvard e professor da Educação Internacional da Fundação Ford.
“Para a vida”, responde de forma enfática o mesmo especialista em políticas educacionais que participou nesta quarta-feira, dia 14, de debate no Congresso Internacional “Educação: uma agenda urgente”, promovido pela organização Todos pela Educação, em Brasília. Isso significa “perceber que o contexto dos estudantes muda ao longo do tempo e rápido e que as metas mais importantes em educação são de longo prazo e difíceis de medir”, segundo ele.
O professor critica a falta de exposição dos estudantes a problemas reais e de estímulo para que eles usem a imaginação para criar alternativas para eles. O especialista, que participou de debate para discutir expectativas de aprendizagem, afirma que o ensino ainda prioriza o desenvolvimento de habilidades individuais em detrimento do trabalho em equipe, a capacidade de compreensão e não de expressão e transformação.
“Corremos o risco de preparar jovens para uma sociedade do passado e não de futuro. O mais importante que a escola pode ensinar às pessoas é enfrentar riscos. Nós só preparamos os alunos para o sucesso. Precisamos prepará-los para aprender com o fracasso e com os erros”, defende. Reimers acredita que a criatividade e a imaginação precisam estar no centro do processo de aprendizagem para que os jovens consigam lidar com as mudanças da sociedade.
Adepto da filosofia de menos teoria e mais prática, o pesquisador de Harvard falou a uma platéia de mais de 100 educadores brasileiros sobre a necessidade de diminuir a “contemplação” nas aulas. “A educação, em geral, contempla muito a realidade, fala e teoriza sobre ela, mas tem pouca ênfase pragmática. A capacidade de utilizar o conhecimento para criar e transformar a sociedade, como defendia Anísio Teixeira há quase 70 anos, deve ser uma premissa da escola”, diz.
De acordo com o professor, os estudantes precisam ser formados não só para aprender conteúdos, mas também desenvolver habilidades “cívicas e cidadãs”. “Eles precisam ser agentes de mudança da sociedade em que vivem, nacional e global. Para isso, uma educação baseada em projetos pode ser uma boa saída. Há muitas experiências sendo desenvolvidas por aí e é preciso criar um sistema para compartilhá-las”, pondera.

Avanços no Brasil

Estudioso da situação educacional brasileira, Reimers acredita que o País evoluiu nos últimos 15 anos. Ele atribui as mudanças à percepção de que a educação é um problema de toda a sociedade, às tentativas de avaliar resultados educacionais e a profissionalização da educação. Na opinião do professor, é preciso, agora, dar mais atenção à formação dos professores e desenvolver um currículo escolar de qualidade.
A definição dessas expectativas sobre o que deve ser ensinado nas salas de aulas do País, segundo Reimers, não deve ser feita a partir dos indicadores de qualidade apenas. “O Brasil fez um esforço para desenvolver instrumentos de avaliação de qualidade e construir uma cultura de transparência, mas é bom lembrar que há coisas mais fáceis de avaliar em sistemas do que outras. Esse tipo de prova nacional costuma olhar um baixo nível de habilidades cognitivas em algumas áreas e não todas. É preciso conhecer as limitações dos sistemas”, afirma.
Ele defende metas mais “ambiciosas” para a educação, em que as competências cognitivas sejam desenvolvidas nas crianças e adolescentes junto com habilidades científicas, tecnológicas e sociais. “Falta também uma concepção de que os alunos podem saber mais do que os professores em certos temas. É preciso criarmos uma rede onde os alunos possam ensinar a si mesmos e ensinar ao professor. Isso é parte da realidade contemporânea”, diz.

Fonte:http://www.ceped.ufsc.br/noticias/moradores-de-rio-do-sul-acusam-poder-publico-de-ter-negligenciado-informacoes-sobre-o-nivel

Alerta reduz estragos, diz prefeitura de Blumenau

Os moradores de Blumenau souberam com antecedência que as águas do rio Itajaí-Açu poderiam inundar cidade durante esta semana. A Defesa Civil deu alertas -divulgados via imprensa-já na segunda-feira, três dias antes de o rio começar a invadir ruas do município.
Para a prefeitura, Blumenau está mais preparada para lidar com inundações do que em 2008, quando 24 pessoas morreram na cidade -houve 135 mortes no Estadp por causa das chuvas e consequentes deslizamentos.
Nesta semana, o nível do rio Itajaí-Açu, que banha a cidade, atingiu 12,60 metros, mais do que há três anos, quando chegou a 11,52. Os estragos agora foram menores, de acordo com a prefeitura. A Defesa Civil atribui o fato à implantação de um plano contra enchentes, que inclui uma observação precisa do nível das águas do Itajaí-Açu e do volume de chuva.
Com esses dados em mãos, técnicos da Furb (Universidade Regional de Blumenau) fazem suas previsões. Se o resultado apontar enchente, a Defesa Civil divulga o alerta. Além disso, um mapeamento das ruas mais baixas e propensas a inundações mostra em que momento elas serão invadidas pelas águas.
Segundo o secretário municipal da Defesa Civil, José Egídio de Borba, apesar das melhorias, nem tudo ocorreu dentro dos planos. Ontem, um sistema eletrônico de monitoramento do nível do rio não funcionou, e a medição teve de ser feita com réguas.
O número grande de vítimas de 2008 não é explicado apenas pela implantação de um sistema de alertas. Naquela ocasião houve mais deslizamentos, o que aumenta as chances de haver vítimas fatais nos temporais.

Fonte:http://www.ceped.ufsc.br/noticias/alerta-reduz-estragos-diz-prefeitura-de-blumenau

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Defesa Civil realiza simulado para chuvas em escola do Grajaú (RJ)

A Defesa Civil Municipal realiza nesta quinta-feira, às 10h, exercício simulado de alerta e alarme para chuvas fortes feito exclusivamente para escolas. A ação será na Escola Municipal Noel Rosa, localizada no Grajaú, que funciona como ponto de apoio para as comunidades dos Macacos, Encontro e Parque Vila Isabel, que possuem residências em áreas de risco. 
O secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann, participará da atividade. Para este exercício, a Defesa Civil montará na escola cinco tendas, que simularão os pontos de apoio em uma situação real. 
Mais de 400 pessoas, entre alunos, professores, agentes comunitários de saúde e de defesa civil, estarão envolvidos na atividade. No evento, também será realizado um teatro de fantoches para os alunos da Educação Infantil, sobre os cuidados que as pessoas que moram em área de risco devem tomar em caso de chuva forte.
O objetivo da ação é realizar um simulado em escala reduzida, com os alunos da escola municipais, próximas às áreas que possuem o sistema de alerta. A previsão é de que sejam treinados cerca de 4.600 alunos, de 26 escolas municipais, durante os meses de setembro e outubro.
A ação contará com a participação das turmas do 1º ao 4º ano, que serão as famílias que devem sair de suas residências, e de alunos do 5º ano, que farão o papel dos agentes da defesa civil e da assistência social, orientando as crianças menores. No exercício, as crianças deverão pegar seus kits (com remédios e documentos) e se dirigir para os pontos de apoio, que foram devidamente sinalizados pela Defesa Civil.
Os participantes receberão orientações sobre o Sistema de Alerta e Alarme Comunitário para Chuvas Fortes, esclarecendo sobre os riscos geológicos das comunidades onde vivem, sobre os pontos de apoio e onde estão instaladas as sirenes. Também serão explicados os protocolos para o acionamento das sirenes, incluindo a previsão do tempo, o SMS (torpedo) de alerta e os níveis dos pluviômetros também instalados nas comunidades.

Fonte:http://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/09/15/defesa-civil-realiza-simulado-para-chuvas-em-escola-do-grajau/

Após chuvas, diretor da Defesa Civil é demitido em Brusque (SC)

O diretor da Defesa Civil de Brusque (101 km de Florianópolis), Eliseu Müller Junior, foi exonerado do cargo na noite de quarta-feira (14). A decisão foi tomada após uma reunião do prefeito Paulo Eccel (PT) com o vice-prefeito e secretários sobre as chuvas que atingiram Santa Catarina na semana passada. Elizeu Müller Junior ocupava o cargo desde 2009.
Segundo a assessoria da prefeitura, Müller foi demitido por ter mostrado "muita tranquilidade" e dito à população que não havia riscos de enchentes. Os equívocos na administração da situação teriam feito com que os moradores das áreas de risco não tivessem tempo suficiente para deixar suas casas e agir de forma preventiva.
Dados da Defesa Civil Estadual mostram que Brusque, que fica no vale do Itajaí, foi uma das regiões mais afetadas. A cidade decretou estado de calamidade pública devido às cheias.
De acordo com o último relatório divulgado pela Defesa Civil, chegam a cem os municípios atingidos pelas chuvas, sendo que 59 deles estão em situação de emergência e 11 decretaram calamidade pública. Mais de 162 mil pessoas continuam desalojadas. Quase 1 milhão de catarinenses foram afetados.
Evandro de Farias (PP), vice-prefeito de Brusque, conhecido como Farinha, assume a direção da Defesa Civil municipal interinamente.

Fonte:http://www.jornalfloripa.com.br/cidade/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=528

Integrando Voluntários nas Ações de Prevenção e Resposta a Desastres Naturais será abordado em trabalho durante o VIII Fórum Nacional de Defesa Civil

A Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional finalizou nesta segunda-feira (12/09) a seleção dos 42 trabalhos selecionados para participar do VIII Fórum Nacional de Defesa Civil, que será realizado nos dias 21, 22 e 23 deste mês, em Maceió (AL). Trata-se de apresentações orais ou por meio de painéis de casos de sucesso relacionados com o tema “Integrar para prevenir – Gestão local de riscos”. São 25 produções na modalidade oral e 17 painéis.
Ao todo foram 86 inscritos. Entre os critérios da comissão para seleção dos trabalhos está a relevância do tema para a Defesa Civil, o atendimento às boas práticas e a linguagem adequada com a programação do Fórum. Além da apresentação de trabalhos, o evento contará com mesas redondas, oficinas e conferências.
Promovido pelo Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), o Fórum pretende estimular a discussão de ações relacionadas à Defesa Civil no âmbito municipal. Para isso, vai reunir coordenadores municipais e estaduais de Defesa Civil, técnicos e gestores da área, comunidade, membros de universidades e demais interessados em compartilhar experiências e boas práticas sobre prevenção de desastres e redução de riscos. Com entrada gratuita, as inscrições podem ser feitas por meio do www.defesacivil.gov.br/forum.
Álisson Calixto, Coordenador de resposta a Desastres da Cruz Vermelha Pernambuco, apresentará trabalho oral com tema "Integrando Voluntários nas Ações de Prevenção e Resposta a Desastres Naturais", onde abordará as experiências exitosas da Cruz Vermelha Pernambuco no emprego de voluntários em ações de prevenção/preparação e resposta a desastres naturais e também falará das características necessárias para um trabalho seguro e eficiente.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Professor da Universidade Federal Fluminense analisa o que é preciso fazer para ter uma defesa civil operante e aplicável


O coordenador do único mestrado em Defesa e Segurança Civil do Brasil, Airton Bodstein, considera o seu envolvimento com a área uma missão. Na infância, sonhou em ser médico, bombeiro e militar, mas foi na vida adulta que descobriu que poderia atuar junto a esses profissionais trabalhando questões de defesa civil. Esse foi um longo caminho. O gosto pela química o fez optar por Farmácia na graduação. Após o doutorado, passou a trabalhar a questão da água e sustentabilidade. Foi no desenvolvimento do Programa Managé, em que trabalhava a gestão de uma bacia hidrográfica no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, que passou a conviver com o problema de enchentes e teve seu primeiro contato com a defesa civil. Com formação no Brasil e no exterior, o professor tem um amplo conhecimento em defesa civil. Já foi chamado para auxiliar na implantação de um sistema em Moçambique, dá aulas na França e no Brasil, participa de discussões em nível governamental. Nessa entrevista, fala de suas experiências e dos problemas enfrentados pela defesa civil no país. "Eu quero contribuir para a mudança no sistema", garante o professor, que une teoria e ações concretas.

Como o senhor avalia o sistema de defesa civil hoje no país?
Eu vejo a questão da defesa civil no Brasil hoje como a do Meio Ambiente 20 anos atrás. Tínhamos uma legislação muito boa, mas não era aplicada. Não havia fiscalização, multa, conscientização. Então, ficava no papel. A defesa civil está nesse nível. Possui um arcabouço legal interessante e um sistema tecnicamente bem elaborado, mas ele não é aplicado. A grande gravidade é que não há capilaridade. Esse sistema não chega ao cidadão, que não é chamado a participar e só ouve falar disso na hora do desastre. O sistema de defesa civil trabalha o tempo todo em resposta, e a reconstrução é parcial. Está muito frágil ainda, longe de ser operante e aplicável. 

As comunidades são preparadas no Brasil para o gerenciamento de riscos?
Essa preparação não existe. Primeiro você precisa classificar a população em níveis de sensibilização. Uma população que sofreu o sinistro é mais sensível. Aquela que viu de perto, com um vizinho ou parente, também tem uma sensibilidade maior. Tem gente que nunca sofreu desastre e acha que nunca vai acontecer com ele. Há ainda os que são bem informados, mas não respeitam. O brasileiro não tem cultura de prevenção. Precisamos de uma cultura brasileira de prevenção de desastre. Todos têm que estar envolvidos: imprensa, o governo estadual, federal e municipal, ONGs. Mas nossa cultura tem três premissas que trabalham contra isso. "Deus é brasileiro", então se a maior entidade é brasileira, eu não preciso me preocupar com nada. Se Deus descansar e bobear, "o jeitinho brasileiro vai resolver", o que é uma desvantagem, pois é improviso, não é profissional. E o terceiro é se nada der certo, "foi fatalidade, Deus quis assim". Temos que trabalhar as pessoas. Uma grande ação de prevenção, na verdade, parte do próprio cidadão, do comportamento e da percepção dele. E isso não é só frente a grandes desastres, mas também a acidentes domésticos. Temos que criar uma cultura.

Qual o caminho para isso? 
Temos que começar a criar campanhas nacionais para a prevenção a desastres e acidentes, trabalhar nas escolas, usar imagens fortes em certos momentos.

Fonte:http://www.revistaemergencia.com.br/site/content/materias/materia_detalhe.php?pagina=1&id=AJjg