sábado, 8 de janeiro de 2011

Tupã, nova arma para previsão de desastres naturais no Brasil

Com o Super Computador Tupã, que deve entrar em plena operação no início de 2011, o INPE poderá gerar previsões de tempo mais confiáveis, com maior prazo de antecedência e de melhor qualidade, ampliando o nível de detalhamento para 5 km na América do Sul e 20 km para todo o globo. Será possível prever ainda eventos extremos com boa confiabilidade, como chuvas intensas, secas, geadas, ondas de calor, entre outros. As previsões ambientais e de qualidade do ar também serão beneficiadas, gerando prognósticos de maior resolução, de 15 quilômetros, com até seis dias de antecedência.
De acordo com o Top 500, que lista os mais rápidos sistemas computacionais do mundo, o Tupã, novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ocupa o 29º lugar, a mais alta colocação já alcançada por uma máquina instalada no Brasil. O resultado também o classifica como o mais poderoso do hemisfério Sul. O Top 500 é produzido a cada seis meses e atual lista foi divulgada neste mês de novembro.  Confira em http://www.top500.org/list/2010/11/100
Com velocidade máxima de 205.1 TFlops, equivalente a 205.1 trilhões de cálculos por segundo, Tupã é hoje o terceiro mais poderoso entre os supercomputadores dedicados à previsão numérica operacional de tempo e de clima sazonal. Considerando as aplicações para mudanças climáticas, fica em oitavo lugar. Esta classificação coloca o Brasil entre os países capazes de gerar cenários futuros de clima que irão apoiar o quinto relatório do IPCC, o painel da ONU que avalia as conseqüências do aquecimento global.
O Tupã, um XT6 da Cray, foi adquirido com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Instalado no INPE de Cachoeira Paulista (SP), atenderá aos centros de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do próprio instituto, além dos grupos de pesquisa, instituições e universidades integrantes da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas (Rede CLIMA) do MCT, do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas.
"São ações como esta, entre outras, que renovam minha esperança que o gerenciamento na redução de desastres no Brasil, seja tratado com mais seriedade, pois isto salva vidas"

Curiosidade: Tupã (que na língua tupi significa trovão) é uma entidade da mitologia tupi-guarani.

Novo governo começa sem dinheiro para socorro a desastres causados pelas chuvas

Orçamento não prevê nenhum centavo para socorrer vítimas de tragédias

As tempestades que já se anunciam para o início deste ano poderão deixar muitos municípios à míngua na hora de receber ajuda federal para socorrer suas vítimas. Isso porque no Orçamento da União, feito pelo governo e aprovado pelo Congresso em dezembro, não há nenhum centavo previsto para as ações de resposta e reconstrução de áreas atingidas por desastres, geridas pelo Ministério da Interação Nacional. 
Em geral, esses recursos são usados para atendimento imediato a áreas devastadas. São gastos para reforçar o resgate de pessoas, compra de alimentos e água, montagem e ajuda a abrigos, retirada de destroços e compra de medicamentos. Parte também pode ser usada para reconstrução de casas e da infraestrutura urbana danificada.
A proposta enviada pelo governo, ainda em agosto, sequer incluiu esse programa na proposta orçamentária. No Congresso, onde os deputados podem acrescentar recursos com as chamadas emendas, o programa de resposta a desastres também não recebeu nenhuma verba. 
O Orçamento é a lei que define a previsão de receitas (o que o governo arrecada com impostos e aplicações) e despesas (gastos e investimentos) durante o ano. 


“Solução” 
A “solução” do governo para os desastres costuma vir apenas depois que a tragédia acontece. Em 2010, por exemplo, a maior parte do dinheiro só chegou à Secretaria de Defesa Civil, responsável pelo repasse dos recursos aos Estados e municípios, depois que ocorreram grandes catástrofes. 
Isso ocorreu em quatro ocasiões: após as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, no fim de 2009; depois dos deslizamentos em Angra dos Reis e Niterói (RJ), no início do ano; as tempestades que alagaram São Paulo e Rio de Janeiro, perto da Semana Santa; e as chuvas que mataram 57 pessoas e deixaram milhares desabrigadas em Alagoas e Pernambuco, no meio do ano. 
O governo libera o dinheiro com as medidas provisórias, leis do próprio Executivo aprovadas às pressas para resolver um problema urgente. 
No ano passado, o governo acabou autorizando gastos de mais de R$ 3 bilhões para prevenção e resposta com quatro medidas provisórias, sempre lançadas após os desastres, em janeiro, março, junho e julho. Inicialmente, o Orçamento aprovado para 2010 dispunha de apenas R$ 1,1 milhão para a resposta aos desastres. Para 2011, ainda não há nada.


Sofrimento
Para os municípios, especialmente aqueles mais pobres, a falta de dinheiro imediato depois do desastre é fonte de preocupação. Quem reconhece é a própria secretária nacional da Defesa Civil, Ivone Valente, que atende aos pedidos.
- Pode acontecer o desastre e eu não ter saldo para atender. Tenho que esperar a publicação da MP. O município vai fazendo o máximo que pode e a população acaba tendo que esperar muito. Como são bem pobres, quem acaba sofrendo é o povo.
Nesse intervalo, ela garante que as ações de socorro, “bem ou mal”, acabam sendo feitas pelo próprio município. O que demora é a reconstrução das casas. Ainda assim, ela ressalva que, em 2010, ela sempre foi atendida de prontidão pelo governo nas emergências.
A falta de verba garantida, porém, “preocupa”. Ela diz que o Ministério do Planejamento já “entende” a necessidade de uma reserva, para o caso de um desastre imprevisto.
Procurado pela reportagem, o ministério do Planejamento, que fecha a proposta de Orçamento, afirmou que seu papel é apenas definir o limite de gastos para cada ministério. A distribuição interna por programas cabe à direção das próprias pastas.
No total, o Ministério da Integração terá, em 2011, segundo o Orçamento, R$ 3,3 bilhões para gastar com todas as suas demandas.


Por: Renan Ramalho, do R7 em Brasília, publicado em 05/01/2011 às 11h58:

O evento adverso não é a origem do desastre...

O propósito principal deste blog é esclarecer aos visitantes alguns fundamentos básicos para uma analise sistêmica dos desastres, relacionando causa e efeito. Importante compreender que uma chuva torrencial não é causadora de um desastre, nem tão pouco a enchente de um rio é causa primário de um desastre, pois são ciclos naturais da geodinâmica terrestre externa no ambiente natural, claro que as mudanças climáticas estão a tornando mais severas, mas quando as comunidades estão nas áreas de risco ou situadas na planície de alagamento de um rio, aí sem dúvidas temos os fatores principais para a ocorrência de um desastre.
Este conceito é fundamental para começarmos a ter uma analise técnico-científica de um desastre, pois a maior vulnerabilidade da população está na falta de percepção de risco ou por anos de negligência ou pura falta de competência dos gestores públicos no uso e ocupação do solo nos levando a uma analise sociológica dos fatos.
Nas próximas postagens fundamentaremos outros conceitos importantes para analises mais aprofundadas.

2011 já inicia com desastres em todos as regiões do Brasil

Fortes chuvas nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, seca verde em alguns municípios do Rio Grande do Sul e seca em Sergipe e outros municípios do Nordeste, já são os prenúncios de mais um ano que provam a severidade dos eventos climáticos que vem ocorrendo nas ultimas décadas por ocasião das mudanças climáticas. Me questiono se estaremos mais preparados para mitigar o que ainda está por vir, temos um novo Ministro da Integração Nacional, onde a Secretaria Nacional de Defesa Civil está integrada, como será tratada a Defesa Civil nos próximos quatro anos, apenas 20% dos municípios Brasileiros possuem Coordenarias Municipais de Defesa Civil (COMDECS), efetivamente funcionando, será essa a maior ameça??