quinta-feira, 31 de março de 2011

Entrega de donativos em Maraial/PE

Dando continuidade ao processo de assistência as vítimas da enxurrada ocorrida em junho de 2010 na Mata Sul de Pernambuco, ontem (30/03) a Cruz Vermelha do Estado de Pernambuco levou cestas básicas, águas potáveis e kits de higiene para famílias desabrigadas e desalojadas na Cidade de Maraial, 163 km de Recife.
Tivemos apoio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Maraial no transporte dos donativos até a área de distribuição, onde as famílias estavam previamente cadastradas. Estes donativos são resultados de campanhas e doações voluntárias desenvolvidas durante o ano, destinadas a comunidades obedecendo a critérios rigorosos de seleção.
A Cruz Vermelha de Pernambuco não só desenvolve ações assistenciais, também atua na prevenção e preparação para riscos e desastres, com palestras, aulas e orientações a prefeituras na elaboração de planos de contingência.









Fonte: http://cruzvermelhape.blogspot.com/

Cidades catarinenses são as primeiras a aderir a Campanha Mundial da ONU no Brasil

A participação do diretor do Departamento Estadual de Defesa Civil, major Márcio Luiz Alves, na II Sessão da Plataforma Regional de Redução de Desastres, no México, em 15 a 17 de março, proporcionou a Santa Catarina ser o primeiro estado brasileiro a ingressar na Campanha Mundial para a Redução de Desastres 2010/2011 – Desenvolvendo cidades resilientes: "Minha cidade está se preparando", da Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (EIRD/ONU). As cidades certificadas serão seis: Tubarão, Rio do Sul, Itajaí, Jaraguá do Sul, Florianópolis e Blumenau. A notícia foi anunciada nesta semana.
A solenidade de entrega dos certificados de participação na Campanha Mundial vai acontecer no mês de abril, em data a ser definida, e deve contar com a participação de Margareta Wahlstrom, secretária-geral adjunta da Estratégia Internacional para Redução de Desastres, da ONU.
Segundo o diretor estadual de Defesa Civil a participação das seis cidades na Campanha vai proporcionar a troca de experiências com outros países nas ações de redução de risco de desastres. “As cidades selecionadas executam diversos trabalhos que compreendem a proposta da Campanha da ONU. É uma grande satisfação, ser o primeiro Estado brasileiro a participar, isso demonstra compromisso na proteção da sociedade catarinense.”
Para integrar a Campanha, o município precisar estar desenvolvendo 10 aspectos básicos. A lista surgiu das cinco prioridades do Marco de Ação de Hyogo – 2005/2015, cujo objetivo é aumentar a resiliência das nações e comunidades diante de desastres, visando para 2015, a redução considerável das perdas ocasionadas por desastres, de vidas humanas, bens sociais, econômicos e ambientais. 

Fonte: Site da Defesa Civil de SC

terça-feira, 29 de março de 2011

Operação Inverno no Recife contará com investimento maior este ano

Foi lançada oficialmente na manhã desta terça-feira, às margens de uma encosta no Córrego do Jenipapo, Zona Norte do Recife, a Operação Inverno 2011 do município. Este ano, terão reforço as ações de varreduras em áreas de risco, limpeza de canais e canaletas, educativas e serviços de manutenção. Além disso, também será ampliada a utilização o gel impermeabilizante, aplicado em 40 mil m² em áreas de risco da cidade.

A Operação Inverno 2011 custará R$ 53 milhões, R$ 10 mi a mais que no ano passado. Há cerca de mil pessoas envolvidas nos trabalhos, entre servidores municipais e parceiros, como o Corpo de Bombeiros, Exército e Defesa Civil Estadual. A ação envolve as diversas secretarias do executivo municipal.


A partir desta terça, equipes da Codecir iniciam ações educativas nas áreas de risco da cidade. De acordo com o prefeito João da Costa, as ações acontecem continuadamente, mas serão intensificadas nos meses de maio e junho. Após o lançamento, o prefeito do Recife ainda participou de vistoria nas obras de limpeza do Rio Morno, em Nova Descoberta. Para a dona de casa Rosivânia Castro, 32 anos, a expectativa é de melhorias no local onde mora. "Depois de limparem o rio, acredito que haverá menos incidência de doenças e lixo que atrai mosquitos e ratos", conta.
A Codecir irá iniciar uma varredura preventiva nas áreas de morro do Recife a partir do dia 4 de abril. A ação ajuda a detectar, previamente, possíveis situações de risco. Além do trabalho preventivo e emergencial durante o período de chuvas, a prefeitura está realizando 18 obras de pavimentação e drenagem, cujo orçamento previsto é de R$ 9 milhões; 93 obras de contenção de encostas e nove obras em áreas de morro. Está sendo feito ainda o trabalho de limpeza dos 66 canais que cortam a cidade, previsto para ser concluído em julho.
BALANÇO - Somente este ano, a Codecir registrou 2.240 ocorrências, das quais 1.095 eram solicitações de lona, 1.011 de vistorias, 93 deslizamentos de barreira e 23 árvores em risco. Foram instaladas neste período aproximadamente 207 mil m² de lonas plásticas.

Defesa Civil (Codecir) - 0800.081.3400

Fonte: http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/grande-recife/noticia/2011/03/29/operacao-inverno-no-recife-contara-com-investimento-maior-este-ano-263545.php


Conversa com a Presidenta aborda importância das ações de defesa civil

Brasília - Em entrevista publicada hoje (29/03), na sua coluna semanal - Conversa com a Presidenta - a presidenta Dilma Rousseff falou sobre a importância de ações integradas para a prevenção de desastres ambientais. Dentre estas, a necessidade de desenvolver uma política avançada de saneamento e de habitação para enfrentar tais problemas.
A presidenta ressaltou as ações desenvolvidas pelo do Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, como o mapeamento dos pontos de risco de todo o país, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina. Destacou ainda a realização do Seminário Internacional sobre Gestão Integrada de Riscos e Desastres, que ocorrerá nos dias 11, 12 e 13 de abril.


Fonte:http://www.mi.gov.br/comunicacao/noticias/noticia.asp?id=5740

segunda-feira, 28 de março de 2011

Desastre motiva preocupação ambiental

Pessoas que viveram eventos climáticos extremos tomam mais atitudes contra aquecimento global, diz estudo. Além de ficar mais sensíveis ao tema, elas estão mais dispostas a mudar hábitos para poupar energia.
O resultado já era esperado, mas até agora os cientistas não tinham pesquisas suficientes para provar isso. Quem já sofreu com eventos climáticos extremos tem maior tendência a se preocupar com o aquecimento global e a poupar energia. Foi o que concluiu uma pesquisa feita com 1.822 pessoas em várias partes do Reino Unido, publicada esta semana na revista "Nature Climate Change". Segundo ela, as pessoas que enfrentaram enchentes e outros desastres naturais comumente associados ao aquecimento global ficam mais inclinadas a tentar evitá-lo, tomando medidas ativas, como a redução do uso de energia.


INIMIGO ÍNTIMO
De acordo com vários cientistas sociais, a visão das consequências do aquecimento global como algo que acontece em locais muito distantes, ou mesmo daqui a muitos anos, acaba não motivando as pessoas a agir. "Viver eventos climáticos extremos tem o potencial de mudar a maneira como as pessoas veem as mudanças climáticas, tornando-as mais reais e tangíveis e, finalmente, motivando-as a agir de forma mais sustentável", diz Alexa Spence, da Universidade de Nottingham, chefe do trabalho.
Na última década, o Reino Unido enfrentou uma série de fortes tempestades, seguidas de grandes enchentes. Das pessoas que responderam ao questionário, 20% tinham vivido essa experiência recentemente. O estudo revela que quem teve contato direto com as enchentes percebe o aquecimento global de forma significativamente diferente daqueles que nunca viveram essa realidade.
Em um resultado quase inesperado, essas pessoas também se mostraram mais confiantes em relação ao impacto de suas atitudes para evitar futuros desastres. Assim, elas se disseram mais dispostas a realizar ações como diminuir a temperatura do termostato e evitar deixar aparelhos eletrônicos ligados quando não estivessem sendo usados.
Várias pesquisas semelhantes feitas em outras partes do mundo falharam em demonstrar essa ligação.
De acordo com um artigo crítico na mesma revista, isso aconteceu devido ao universo de pessoas avaliadas, que não teria sido amplo e representativo o suficiente. No caso da atual pesquisa, isso não aconteceria, o que tornaria o atual resultado bastante confiável.
Cientistas das universidades de Nottingham e de Cardiff, que conduziram o trabalho, dizem esperar que as novas informações descobertas no trabalho possam ser usadas para criar campanhas e estratégias de engajamento mais eficazes contra o aquecimento global.

Fonte: (Folha de S.Paulo, 21/3/11)

domingo, 27 de março de 2011

Entenda os simbolismos da marca da Defesa Civil Nacional


O triângulo equilátero representa a união de forças, a cooperação de todos, condições essenciais da Defesa Civil. A base manifesta a segurança, a estabilidade e o bem-estar social, metas de toda Defesa Civil e os outros dois lados simbolizam: um, a prevenção e o outro a ação, que são medidas fundamentais para se manter a segurança da população.
A cor azul traduz a tranqüilidade, o equilíbrio e a serenidade com que age a Defesa Civil.
As duas mãos estilizadas envolvendo o triângulo figuram o amparo, o carinho, o amor, e o cuidado.
A cor laranja é a cor oficial da simbologia internacional da Defesa Civil e significa o calor humano e a solidariedade .

quinta-feira, 24 de março de 2011

Aviso Meteorológico CPTEC - Chuva forte em áreas do RN, PB e CE

ATENÇÃO !!

Brasília - Nesta quinta- feira (24/03) haverá pancadas fortes de chuva acompanhadas de rajadas de vento sobre áreas do RN, centro, norte e leste do PB e CE, o que inclui também a área litorânea e as capitais.
Amanhã (25/03) esta instabilidade continuará atingindo áreas do RN e do CE (principalmente centro-norte), onde localmente os acumulados de chuva deverão ser significativos.
A localização e intensidade da chuva poderão ser determinadas a partir da utilização de radares meteorológicos. Por isso, recomenda-se entrar em contato com os centros de previsão de tempo pertencentes aos diferentes Estados e/ou municípios.
O Grupo da Previsão de Tempo (GPT) recomenda à população residente em áreas de risco, como em encostas e regiões próximas a rios e córregos, sujeitas a deslizamento de terras e alagamentos, entrar em contato com a Defesa Civil a fim de averiguar a vulnerabilidade e os riscos de cada região e recomenda, também, ficar atenta as novas atualizações deste boletim do tempo.



Em situações de risco consulte a Defesa Civil.

Qualquer dúvida entrar em contato com:
Divisão de Operações Meteorológicas
(12) 3186-8459 ou 3186-8535

FONTE:http://www.defesacivil.gov.br/noticias/noticia.asp?id=5721

Alertas para tempestades serão emitidos em Nova Friburgo/RJ

O município de Nova Friburgo, na região serrana do Rio, um dos mais atingidos pelo temporal de janeiro deste ano,  implantou um novo sistema de alerta à população, que será ativado no caso de chuvas fortes. O coordenador da Defesa Civil do município, coronel Roberto Robadey, informou na segunda-feira, 21,  que  as emissoras de televisão e rádio locais veicularão sinais padronizados de acordo com o índice pluviométrico. A medida tem como objetivo orientar os moradores de forma confiável e evitar o pânico diante de boatos.
"Nós detectamos várias ondas de boatos sempre que havia uma previsão de chuva, então resolvemos padronizar os avisos. Quando ouvir um boato sobre as chuvas, basta o cidadão sintonizar nesses canais para que saiba se o alerta é verdadeiro, oficial", disse Robadey.
Segundo ele, as emissoras de TV exibirão um selo de atenção se o índice pluviométrico chegar a 40 milímetros (mm), e de alerta se atingir 60mm. Nesse estágio, a orientação é para que os cidadãos busquem locais mais seguros ou abrigos oficiais. Inserções no rádio serão feitas a cada 15 minutos, até que a chuva saia de sua fase mais crítica.
Somente em Nova Friburgo, aproximadamente 2 mil casas foram destruídas ou condenadas devido às chuvas de janeiro. Ainda há cerca de 700 pessoas morando em abrigos da prefeitura, apesar do início do pagamento do aluguel social.
Sobre uma maior atuação do Conselho Nacional de Defesa Civil na prevenção de deslizamentos, o coordenador divide a responsabilidade com a população. "Para eventos extremos, o planejamento não é suficiente. Embora as verbas públicas sejam importantes, é preciso que cada um tenha consciência de seu papel. A ação pública será sempre insuficiente e deficiente se não houver uma participação popular efetiva".
Além das visitas aos locais de maior risco e a emissão de sinais diante de precipitações mais intensas, a Defesa Civil distribuiu cerca de mil pluviômetros caseiros para que os moradores possam monitorar a chuva.

Fonte: http://www.revistaemergencia.com.br/site/content/noticias/noticia_detalhe.php?id=J9yAJay5&utm_campaign=Emerg%25EAncia%2BNews%2BEd.%2B11%2F11&utm_medium=email&utm_source=clients

terça-feira, 22 de março de 2011

Defesa Civil avalia estragos das chuvas no Sul do País

Em visita ao estado de Santa Catarina, nesta quinta-feira (17/03), o secretário Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, Humberto Viana, avaliou os estragos provocados devido às chuvas intensas nas últimas semanas e aguarda informações sobre danos de todos os municípios para definir as ações necessárias.
“Sabendo dos problemas que a região está enfrentando por causa das condições climáticas, falei com prefeitos e com o governador para que fizéssemos o monitoramento. Viemos fazer uma visualização do que aconteceu para que a gente possa ter uma dimensão melhor do que as cidades sofreram”, disse o secretário em entrevista coletiva. 
Após reunião com o prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, o secretário afirmou que pretende resgatar todos os processos de liberação de recursos financeiros que ainda estão em aberto no município para verificar a possibilidade de ajuda. “Blumenau tem um projeto muito interessante na área de prevenção de desastres que está em restos a pagar de 2010”, afirmou.
Na entrevista, o secretário também falou sobre a proposta de reestruturação da Defesa Civil Nacional.  Segundo ele, há possibilidade de se abrir uma linha de crédito de financiamento para formar, capacitar e equipar as cidades. “Não adianta eu estar em Brasília muito preparado e os municípios não terem condições de responder. Em Blumenau, há uma cultura favorável à prevenção”, ressaltou. 
De acordo com o secretário, a meta é a prevenção. “Se a gente trabalhar com prevenção, teremos uma economia imensa. Cada um real gasto em prevenção equivale a quatro reais gastos na resposta. Esperar que as tragédias aconteçam e aí tirar orçamento para socorrer as pessoas é uma cultura ruim”, concluiu Humberto Viana.

Fonte: http://www.defesacivil.gov.br/noticias/noticia.asp?id=5699

domingo, 20 de março de 2011

Senadores petistas querem comissão para revisar Defesa Civil

Segundo Lindbergh Farias, Defesa Civil não tem a qualificação necessária para agir em casos de secas, enchentes e outros desastres


Brasília - Os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Lindbergh Farias (PT-RJ) vão se articular para pedir ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a imediata instalação de uma comissão temporária para fazer uma completa revisão no atual sistema de Defesa Civil do país. A proposta de criação dessa comissão foi apresentada por Jorge Viana, em fevereiro, ainda nos primeiros 15 dias de trabalho do Congresso Nacional.
Lindbergh Farias afirma que o país sofre, há anos, com secas intensas, enchentes e desastres ambientais. Segundo ele, a Defesa Civil brasileira não tem a qualificação necessária para agir de forma rápida e preventiva. “Será uma vergonha se, até o fim do ano, o Congresso não fechar uma proposta [de reformulação] do Sistema Nacional de Defesa Civil”, afirmou o petista.

Nesse sentido, o parlamentar já apresentou seis projetos de lei sobre a reformulação da Defesa Civil que tramitam em diferentes comissões permanentes da Casa. Com a instalação de uma comissão temporária, os projetos passariam pela análise dos parlamentares e, uma vez aprovados, seguiriam direto para a apreciação do plenário.
Nas propostas, o parlamentar defende o processo por crime de responsabilidade aos prefeitos e governadores que não elaborarem cadastros listando as áreas de risco nos respectivos territórios num prazo de um ano. Além disso, o senador quer que sejam suspensas as transferências voluntárias da União aos estados e municípios que não atualizem os mapeamentos das áreas de riscos em 180 dias.
“Hoje, nossa situação é muito frágil. Temos que admitir que a Defesa Civil brasileira é quase zero. Ninguém sabe o tamanho das áreas de risco. O cadastro serviria para sabermos o tamanho da encrenca [áreas de risco]”, afirmou o parlamentar.

Marcos Chagas, da AGÊNCIA BRASIL
Fonte: Exame
Imagem: Enchente no Rio: lei poderá punir governantes que não listarem áreas de risco

quinta-feira, 17 de março de 2011

CREA-PE denuncia morosidade em reconstrução de Palmares e mostra exemplo alemão

Das 2,6 mil casas prometidas para a cidade de Palmares, durante a Operação Reconstrução, menos de 5% já foram realmente construídas até o momento. Além disso, boa parte dos moradores de construções ribeirinhas está voltando aos imóveis já condenados, expondo-se a riscos potenciais de uma tragédia recorrente. As denúncias são do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-PE), expostas durante o Seminário Desastres Naturais – Técnicas de Prevenção, realizado na Universidade de Pernambuco (UPE). Nesta terça-feira (15), um dossiê contendo as principais conclusões de uma equipe de 50 profissionais de diversas áreas que inspecionaram a cidade da Mata Sul do estado será entregue ao prefeito José Bartolomeu de Almeida Melo, às 9h.
De acordo com o presidente do CREA-PE, José Mário Cavalcanti, a proximidade do período de chuvas em Pernambuco preocupa, em especial, pelo fato de que as obras estejam aquém do esperado para o mês de março, fruto de uma execução mais lenta que o planejado. “Temos que chamar a atenção para o fato de que a recuperação não termina no atendimento à emergência. O caminho ainda é longo e demanda atenção”, afirma. Entre os pontos apresentados no estudo, estão a planta de venda de toda a área da cidade, localizada a menos de 200 metros do curso dos rios, onde o risco é iminente.
Entre as experiências apresentadas no seminário, um dos modelos que devem servir de referência para o gerenciamento fluvial e de enchentes no estado é o adotado no estado da Saxônia, na Alemanha. Segundo o professor da Technical University of Dresden Jürgen Stamm, desde 2002, quando o estado já sofria com constantes inundações, foram investidos 9 bilhões de euros (R$ 20 bilhões), 600 milhões apenas em construções ao longo dos rios, como barragens, para evitar possíveis destruições causadas pela água. “O que vi aqui (em Palmares) foi uma situação semelhante, mas com o detalhe de haver uma grande destruição da vegetação e da própria terra. É necessário desenvolver mais estratégias de administração de riscos para contornar o problema e, em especial, investimentos, uma vez que o valor demandado para priorizar o desenvolvimento deve ser proporcional ao da deficiência verificada”, explica.
Planos não faltam para contornar a situação. Somente na bacia do Rio Una, a pretensão é construir sete barragens, que devem conter o fluxo de água em casos de precipitações inesperadas e com grandes volumes. Além disso, desde o início de março, sensores automatizados foram instalados na bacia e devem, ainda este mês ser implantados nos demais rios do estado.
Os equipamentos servem para detectar, em tempo real, a variação de altura da lâmina d’água e emitem alerta de evacuação em caso de necessidade, um investimento de R$ 1 milhão que substitui a antiga medição por réguas feita manualmente. “Uma central de comando, interligada aos sensores, radares e recursos de telefonia do sistema, recebe os dados em tempo real dos equipamentos, de forma que podemos emitir alertas às cidades com muito mais propriedade, rapidez e, em especial, segurança”, explica a Diretora de Regulação e Monitoramento da Agência Pernambucana de Água e Clima, Suzana Montenegro.

Previsão de chuvas - Para completar a preocupação, Pernambuco pode voltar a sofrer com fortes chuvas antes mesmo do início do inverno deste ano. Na maior parte do estado, com exceção do Sertão do São Francisco, os índices pluviométricos dos meses de março, abril e maio devem se manter ou exceder a média histórica. O grande problema é que, com o atual comportamento do oceano e dos ventos, o período deve ser marcado por chuvas episódicas, ou seja, boa parte da quantidade de chuvas esperadas para o mês deve ser precipitado em apenas algumas horas.
De acordo com a coordenadora do Lamepe, Francis Lacerda, nas áreas do Pajeú e Moxotó, numa faixa que vai do sertão ao Agreste Meridional, a previsão é de que o índice pluviométrico varie entre 100 e 400 milímetros. Na Zona da Mata e Litoral, onde a média é de 650 milímetros, ele pode chegar a 800 milímetros“. A grande preocupação é com os chamados nanoverões, ou seja, épocas de estiagem marcadas por chuvas episódicas.

Resposta - Em nota divulgada na tarde desta segunda-feira, a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) informou que todos os projetos para construção das 2,6 mil unidades habitacionais  em Palmares, na Mata Sul, estão em execução, seja em fase de terraplenagem ou de construção das unidades habitacionais. A Cehab ainda informou que dois terrenos onde serão erguidas 1.907 casas estão em processo de terraplenagem e outras 703 moradias estão em fase de construção (alvenaria).  As primeiras 300 têm previsão de entrega para esse primeiro semestre e as 400 restantes até o final do ano. Incluindo Palmares, estão em curso a terraplenagem para construção de 4.4 mil unidades habitacionais em Barreiros, Água Preta e Maraial.

Por Ed Wanderley
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/vidaurbana/nota.asp?materia=20110314135239

quarta-feira, 16 de março de 2011

Análise do Mega Desastres no Japão, por Álisson Calixto


Saudações cordiais a todos os estudiosos de Defesa Civil, infelizmente a falta de tempo não tem possibilitado dissertar sobre o Mega Desastre que está ocorrendo no Japão, mas não poderia perder a oportunidade de explicitar minha opinião, aproveitando um momento de intervalo em um curso que estou fazendo na Escola de Defesa Civil do Rio de Janeiro (ESDEC).
Fato é que poderíamos multiplicar por 5 a quantidade de óbitos no Japão se não fosse um pais preparado para desastres súbitos de grande intensidade, observem que mesmo diante do caos, temos uma população consciente do seu papel, muitas vezes deixando de ser uma vítima e se transformando em agente de Defesa Civil. Todos permanecem nos locais designados pelas autoridades, evitando congestionar as ruas, atrapalhando o deslocamento das equipes de resposta, não temos notícias de saques e distúrbios civis em função do colapso  da infra-estrutura da cidade.
O “minuto de ouro” entre o maremoto e a chegada do tsunami, possibilitada pelo alarme nas cidades costeiras, foi fator decisivo no salvamento de grande parte da população na costa nordeste do Japão, o que me leva a refletir, trazendo para nossa realidade, como é importante um sistema de monitoramento, alerta e alarme minimizando os efeitos de um evento adverso.
Quando me utilizei a expressão “Mega Desastre”, mesmo não sendo um termo presente no glossário nacional de Defesa Civil, quis dizer que o que estamos testemunhando agora ,é algo sem precedente na história dos desastres na humanidade, pois em um curto espaço de tempo tivemos: terremoto de 8.9, tsunami varrendo toda a costa avançando aproximadamente 10km  e desastre nuclear.
Observemos a evolução deste mega desastre, muita coisa pode ser aprendida e analisada, uma coisa eu seu, em dois anos o Japão será mais preparado ainda e aprenderá com eventuais erros que tenham acontecido.

Imagem mostra reatores danificados em usina japonesa de Fukushima

Reatores do complexo nuclear foram atingidos pelo terremoto de sexta
Incêndios e explosões colocaram a região em emergência nuclear!

 Fonte: http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/03/imagem-mostra-reatores-destruidos-em-usina-japonesa-de-fukushima.html

terça-feira, 15 de março de 2011

Saiba como funciona a Coordenadoria da Defesa Civil de Olinda

A população pode ir até a sede do órgão, que fica no Alto da Bondade ou registrar a ocorrência pelo telefone 0800 281 2112 .Contornada por morros, na rua da linha, número 978, no Alto da Bondade, está situada a Coordenadoria da Defesa Civil de Olinda, onde fica armazenado o plástico que cobre barreiras em toda a cidade. Na sede do órgão, trabalham de plantão, dia e noite, 40 pessoas, entre telefonistas, engenheiros e o pessoal da assistência social.
Depois que ligou para Defesa Civil pedindo ajuda, o marceneiro Samuel Monteiro. Hoje, as meninas estão bem mas dos móveis e eletrodomésticos, restou pouca coisa. Do fogão, ainda há quatro prestações para pagar. A causa do desmoronamento foi um problema de infiltração na barreira. Samuel Monteiro diz que mesmo depois do deslizamento, não recebeu assistência. “Eles dizem que vem tal dia e nada de aparecer”, falou.
Na sede da Defesa Civil de Olinda, os pedidos chegam quando a pessoa procura atendimento pessoalmente, como a dona de casa Cristina Maria da Silva, moradora de Águas Compridas, que vem ao local pela segunda vez. “Vim aqui, eles colocaram lona, só que a lona se rasga. Na minha rua já morreu até criança em um deslizamento”, relatou a dona de casa.
Os moradores de Olinda também podem ligar para o número 0800 281 2112. A ficha de ocorrência será entregue pela telefonista à equipe de engenharia, que faz a triagem. “A gente escolhe os casos mais urgentes, como deslizamentos de barreira, para atender”, explicou a engenheira Jalmira Gonçalves.
Na caixa onde ficam as ocorrências, a equipe do NETV perguntou pela de Samuel Monteiro, do Córrego do Abacaxi. Os funcionários procuraram e nada. Pelo telefone, o diretor da Defesa Civil, Paulo Brito, descobriu que a ocorrência estava no térreo e havia sido de fato registrada no computador.
“Nossa equipe está procurando atender todas as ocorrências que chegam. Esse caso especifico, a gente vai ter o cuidado de não deixar acontecer novamente”, prometeu o diretor do órgão.
Na última chuva forte, a Coordenadoria da Defesa Civil de Olinda recebeu 140 chamados em oito horas. De acordo com eles, os técnicos fizeram 70 vistorias. Se o engenheiro avaliar que é necessária a instalação de plástico, ele solicita. Mas o que acontece com as 70 famílias que não receberam nenhuma visita?
“A gente sabe da aflição da comunidade e tem buscado, não só nestes dias que chove, fazer o monitoramente das áreas. Estamos intensificando ainda mais as vistorias com a chegada do período de inverno”, afirmou Paulo Brito.
guardou o comprovante que registrou a  ocorrência nº 198, em 25 de janeiro - mas o socorro nunca chegou. Na última chuva forte, a barreira desceu em cima da casa dele, atingindo a cozinha e o quarto onde as duas filhas dele dormiam, no Córrego do Abacaxi. “Quando eu ouvi o barulho, já estava coberta até a cabeça e não podia fazer nada, pois tinha o botijão de gás bem em cima”, contou a estudante Scarlet Lima.

Fonte: http://pe360graus.globo.com/noticias/cidades/urbanismo/2011/03/15/NWS,530459,4,583,NOTICIAS,766-SAIBA-FUNCIONA-COORDENADORIA-DEFESA-CIVIL-OLINDA.aspx

sábado, 12 de março de 2011

Novo temor no Japão

O Japão lembrará desse 11 de março como um dos piores dias de sua história. Às 14h46 de ontem (2h46 em Brasília), a costa nordeste do país foi sacudida por um terremoto de magnitude 8,9 na escala Richter. O tremor - cujo epicentro situou-se a 24,4 km de profundidade e a 130km da costa, na Ilha de Honshu - provocou um tsunami devastador e moveu o eixo do planeta em 10cm. A crosta terrestre sofreu uma ruptura de 240km de largura por 80km de comprimento. Minutos depois do abalo, ondas de 10m de altura e com uma velocidade de 500km/h produziram cenas apocalípticas. O mar arrastou tudo o que encontrava pela frente: carros, ônibus, casas e barcos. Até o fechamento desta edição, as autoridades japoneses tinham confirmado que mais de mil pessoas estão mortas ou desaparecidas e admitiram um número ´extremamente alto de vítimas`. Na cidade de Sendai, 351 corpos sob a água. Cerca de 1,2 mil casas foram tragadas pela água e desapareceram.
Agora o grande temor são as usinas nucleares, entenda na imagem como funciona um reator nuclear de água leve. água. 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Entenda o que é Tsunami


O termo "tsunami" provém do japonês, significa "porto" (tsu) e "onda" (nami).
Tsunamis são muitas vezes referidos como ondas de maré. Nos últimos anos, este termo caiu em desuso, especialmente na comunidade científica, porque tsunami realmente nada têm a ver com as marés. O termo outrora popular deriva de sua aparência mais comum, que é a de ummacaréu extraordinariamente alto. Tsunamis e marés produzem ondas de água que se movem em terra, mas no caso do tsunami o movimento da água em terra é muito maior e dura por um longo período, dando a impressão de uma maré extremamente alta.
Um tsunami pode ser gerado quando os limites de placas tectônicas convergentes ou destrutivas movem-se abruptamente e deslocam verticalmente a água sobrejacente. É muito improvável que esses movimentos podem formar-se em limites divergentes (construtivo) ou conservativos das placas tectônicas. Isso ocorre porque os limites construtivos ou conservadores em geral não perturbam o deslocamento vertical da coluna de água. Terremotosrelacionados a zona de subducção geram a maioria dos tsunamis.
Tsunamis têm uma pequena amplitude (altura da onda) em alto mar e um comprimento de onda muito longo (muitas vezes centenas de quilômetros de comprimento), sendo por isso que geralmente passam despercebidos no mar, formando apenas uma ligeira ondulação de normalmente cerca de 300 milímetros (12 pol) acima do normal superfície do mar. Eles crescem em altura quando atingem águas mais rasas, em um processo de empolamento da onda descrito abaixo. Um tsunami pode ocorrer em qualquer estado de maré e até mesmo na maré baixa ainda pode inundar áreas costeiras.

Tsunamis gerados por terremotos

Um terremoto pode gerar um tsunami se o tremor:
  • Ocorrer logo abaixo de um corpo de água,
  • For de magnitude moderada ou alta, e
  • Deslocar um volume bastante grande de água.

Primeiras imagens do Tsumami no Japão

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cruz Vermelha aponta guerra civil com crescente número de vítimas

O presidente da Cruz Vermelha Internacional, Jakob Kellenberger, disse nesta quinta-feira que a Líbia está em uma guerra civil que deve se intensificar. Segundo a organização, é crescente o número de vítimas no leste do país, onde rebeldes tomaram o controle de diversas cidades ainda nos primeiros dias da revolta contra o ditador Muamar Kadafi.
A organização afirmou que nos últimos dias, dezenas de civis foram mortos ou feridos em confrontos. Os rebeldes vêm enfrentando contra-ataques das forças de Kadafi, que, além das ofensivas no leste, também tentam retomar cidades no oeste do país, entre elas Zawiya, que está a cerca de 50 quilômetros da capital, Trípoli.
"Nós temos agora um conflito armado não internacional, ou o que podemos chamar de guerra civil", afirmou Kellenberger em uma entrevista coletiva em Genebra, na Suíça. "Nós vemos um crescente número de feridos chegando a hospitais no leste e estamos extremamente preocupados".
O presidente da Cruz Vermelha afirmou ainda que é preciso se preparar para o pior.
"Nesse caso específico, temos que nos preparar para a intensificação da luta", avaliou.
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
10/03/2011 | 08h59 | Líbia